
Romário de Souza Faria (Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 1966) , nascido na comunidade carente do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, é a figura futebolística mais polêmica que o Brasil já viu. Em 1979, um olheiro o levou para fazer testes no time infantil do Olaria. Destaque entre os jogadores da turma, foi levado depois ao Vasco da Gama, mas foi obrigado a fazer um "estágio" de um ano no clube, pois Romário era novo demais para ingressar na categoria. Em 1985, o então treinador do Vasco, Antônio Lopes, puxou Romário para os profissionais. Ainda em 85, Romário começava a brilhar para o futebol. Foi vice-artilheiro do Campeonato Carioca, e no ano seguinte, quando fez dupla com Roberto Dinamite, assinou seu primeiro contrato. Nos dois anos seguintes, já a mais nova promessa do futebol mundial, sagrou-se bicampeão carioca pelo Vasco, sendo artilheiro do certame em 1987.
Romário
Romário
Depois dos títulos, Romário foi negociado com o PSV da Holanda. Lá, conquistou diversos títulos e virou ídolo. Ficou até 1992 e é considerado o maior jogador da história do clube, sendo o número 1 do Hall da Fama. Mas foi no Barcelona que o talento de Romário tornou-se inegável. Marcou muitos gols, conquistou muitos títulos e também causou muita polêmica, como de costume. Foi eleito o terceiro melhor jogador do mundo, em 1993, e o melhor do planeta em 1994, após fazer sucesso pela Seleção Brasileira, e levar o Brasil ao título da Copa do Mundo daquele ano. Copa da qual o Brasil só participou graças a uma grande atuação de Romário na partida decisiva das Eliminatórias contra o Uruguai. No ano seguinte, em 1995, o artilheiro acertou sua ida para o Flamengo, e no ano do centenário do clube rubro-negro.
A vinda de Romário foi um dos acontecimentos da década no mundo do futebol. Não dá pra dizer que Romário não foi ídolo no Flamengo. Apesar das várias polêmicas, o atacante sempre correspondeu em campo. Os números fazem questão de estar ao lado do jogador: foram 240 jogos e 204 gols. A média absurda de 0,85 gols por jogo, só menor que de Leônidas e Pirilo.
Romário
Romário
Em 1996, Romário foi campeão carioca invicto e artilheiro. Neste mesmo ano, foi para o Valência. A volta à Espanha não deu muito certo, devido a desentendimentos com o treinador Cláudio Ranieri, fazendo com que o Baixinho voltasse ao Fla no começo de 1997. Ficou pouco tempo, e retornou à Espanha, onde teve outra passagem ruim pelo Valência, fazendo com que ele voltasse para o Flamengo, em 1998, quando foi vice-campeão do Carioca e sagrou-se artilheiro do estadual e também da Copa do Brasil. Em 1999, foi novamente artilheiro das duas competições, e conquistou o Carioca. No segundo semestre, participou da campanha vitoriosa da Copa Mercosul, mas foi dispensado antes da fase final, depois de de uma festa em Caxias do Sul, após a derrota para o Juventude, que eliminou o clube do Campeonato Brasileiro. Chegava ao fim seu ciclo na Gávea, com algumas confusões, poucos títulos e muitos gols.
Depois de sair da Gávea, Romário voltou ao clube onde despontou para o futebol mundial: o Vasco, em 2000. Foi campeão da Copa Mercosul e do Campeonato Brasileiro daquele ano. Em 2001, Romário foi artilheiro do Campeonato Brasileiro pela primeira vez, e foi, ainda, vice-campeão Carioca, na conquista do tri-campeonato do Flamengo. Em 2002, se transferiu para o Fluminense como um ícone do momento e um presente para a torcida do clube, que comemorava o seu centenário. Em 2004, foi emprestado para o Al-Sadd, do Qatar. Fez 3 jogos e nenhum gol, e depois disso regressou mais uma vez ao Vasco, para a temporada 2005. Romário surpreendeu, sendo um dos artilheiros do Carioca e artilheiro do Brasileiro, aos 39 anos. Mesmo com muitos palpites de que Romário encerraria a carreira, o objetivo do Baixinho passou a ser a marca de 1000 gols na carreira.
Romário foi para o Miami FC, em 2006, jogar a segunda divisão norte-americana. Fez 22 gols em 29 jogos. Depois, foi para o Adelaide United, da Austrália, onde jogou apenas quatro partidas. Mas o gol mil do artilheiro viria a sair em mais um retorno ao clube que o revelou. No dia 20 de maio de 2007, ele alcançou a desejada marca, no estádio de São Januário, contra o Sport Club do Recife, em cobrança de pênalti, assim como o Rei Pelé.
Após o esperado milésimo gol, Romário finalmente anunciou a aposentadoria e passou quase um ano afastado dos gramados. Em 2009, porém, engajou-se como cartola no projeto de reconstrução do América-RJ, clube da paixão do seu pai, Seu Edevair. A tentação foi muita, e no fim do ano, com o retorno do time rubro à elite do futebol carioca garantido, Romário decidiu realizar um sonho do falecido pai e voltou aos gramados para defender o Mequinha na disputa da segunda divisão do Campeonato Carioca.